Procura por cabelo liso pode virar armadilha

Alessandra Bernardo

Sonho de consumo para algumas

A obsessão por cabelos lisos expõe muitas mulheres às situações de risco e o que deveria ser motivo de beleza e alegria acaba se transformando em problemas de saúde e aborrecimentos. Procedimentos como tingimento, alisamento, permanente e qualquer outra técnica que ofereça milagres para os cabelos podem gerar alergias, irritações e a queda dos fios, que, bombardeados pelas químicas, não resistem aos efeitos devastadores dos produtos.

A causa destes problemas? O uso do formol e da amônia, ainda presentes em escovas ditas progressivas ou definitivas.

“Por ser mais forte, o formol é o principal causador de sintomas mais intensos de mal-estar e alergia, principalmente se usados em altas concentrações. Há produtos seguros, mas muitos usam fórmulas com grandes concentrações de formol, sem se importar com a saúde”, alerta a dermatologista Simone Petrucci.

A exposição aos produtos químicos contidos nas fórmulas pode causar sérios problemas para o organismo, como irritação no couro cabeludo, coceira incontrolável ou vermelhidão na pele. Proibido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) há alguns anos, o formol pode causar fortes dores de cabeça, tosse, falta de ar, vertigem, dificuldade para respirar e edema pulmonar, se inalado.

Já o contato com o vapor ou com a solução pode deixar a pele esbranquiçada, áspera e provocar forte sensação de anestesia. Em casos graves, pode inclusive causar necrose superficial na pele.

Queda de cabelo

Quem passar longos períodos expostos ao formol pode apresentar dermatite e hipersensibilidade, rachaduras na pele e ulcerações principalmente entre os dedos e conjuntivite.

“Na hora não senti nada, mas quando passou dois dias, meu cabelo começou a cair. Imaginei que fosse normal, até porque a cabeleireira me avisou que talvez eu tivesse alguma reação, mas no dia seguinte, os fios começaram a quebrar pela metade e ficaram ásperos. Corri para o salão chorando e por pouco não fiquei careca”, relata Juliana Araújo.

Exceção – A legislação que regulamenta o uso do formol, considerado cancerígeno pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em cosméticos permite que ele seja usado apenas como conservante ou endurecedor de unhas e proteção de cutículas.

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