Archive for the ‘Comportamento’ Category

Felicidade é definida pelo DNA

Superinteressante

O que mais influi na felicidade de uma pessoa? As experiências que ela tem durante a vida? Ou características previamente escritas em seu código genético? Essa discussão, que mobiliza a ciência há décadas, acaba de ser desequilibrada a favor de um lado: o DNA. Foi o que concluiu um estudo feito pela Universidade de Edimburgo, na Escócia, que analisou 837 pares de irmãos gêmeos.

Cada par de gêmeos havia sido criado na mesma casa, pelos mesmos pais, e por isso teve experiências parecidas na vida. Metade dos gêmeos era univitelina, ou seja, com DNA idêntico, e a outra metade era bivitelina, com DNA diferente. O objetivo do estudo foi comparar univitelinos e bivitelinos, e com isso identificar a influência do DNA sobre determinadas características do ser humano – inclusive de quem não é gêmeo.

Os voluntários responderam a questionários que mediam vários aspectos do bem-estar psicológico, como o grau de autonomia da pessoa e sua capacidade de ter relacionamentos saudáveis. Os gêmeos univitelinos, de DNA igual, tiveram pontuação mais parecida que os bivitelinos – que têm DNAdiferente, mas cresceram no mesmo ambiente. Ou seja: na prática, o DNA influencia mais que o ambiente no grau de felicidade da pessoa.

“Houve influências genéticas substanciais em todos os componentes”, diz o psicólogo Timothy Bates, autor do estudo. “Já os efeitos do ambiente foram insignificantes.” Em suma: cada pessoa tende a um nível natural de felicidade, que já vem programado no seu código genético. Lembre-se disso na próxima vez em que você estiver muito feliz – ou infeliz.

Homens que fazem faxina são mais felizes

IG

Menos brigas, menos culpas, menos rivalidade no casamento, uma mulher muito mais animada e disposta para curtir a vida. Segundo pesquisa da Universidade de Cambridge, o segredo é simples: arregaçar as mangas e abraçar a vassoura, o aspirador e os panos de limpeza pode garantir aos homens uma vida conjugal mais feliz.

O objetivo era mapear a desigualdade de gênero na sociedade contemporânea. No entanto, uma das maiores surpresas foi descobrir que os homens são mais felizes quando contribuem igualmente nas tarefas domésticas.

Perguntaram aos participantes quanto tempo eles gastavam em tarefas como cozinhar, lavar, limpar, fazer compras e reparos na casa. Paralelamente, avaliavam indicadores de bem-estar em outros aspectos da vida do grupo estudado.

Os pesquisadores esperavam que os conflitos aumentassem conforme os homens fossem mais ativos nas tarefas domésticas porque, teoricamente, eles estariam sendo obrigados a fazer algo que não gostavam em detrimento de atividades prazerosas. Na prática, aconteceu o oposto. Quando os homens assumiram parte das tarefas, os conflitos diminuíram e o bem-estar aumentou.

A iniciativa masculina não é exatamente mágica: o estudo sugere que as mulheres estão se tornando mais assertivas e deixando clara sua insatisfação com os parceiros ‘preguiçosos’.

Quando a mulher é responsável pela maior parte do trabalho doméstico, isso gera um clima de tensão que faz com que os homens se sintam, no mínimo, desconfortáveis. E acabam aderindo a uma divisão de trabalho mais igualitária.

A perturbação na harmonia do casamento por conta de uma divisão injusta nas tarefas do lar já havia sido notada por Esping-Andersen. “Há evidências de que a fertilidade em mulheres no mercado depende crucialmente da possibilidade de contar com a ajuda do parceiro. Há também evidência de que a contribuição nas tarefas domésticas diminui o risco de separação e de divórcio”, diz o sociólogo em um artigo em seu site pessoal.

Chorar faz bem à saúde e alivia a alma

Alessandra Bernardo

De alegria, tristeza, saudade, emoção, raiva, frustração. Não importa o tipo, chorar faz muito bem à saúde. Lava a alma, limpa os olhos e alivia o coração, diminuindo os riscos de se desenvolver uma doença cardiovascular, como o infarto ou algum tipo de câncer. Chorar faz muito bem à saúde porque faz com que a pessoa extravase as emoções boas ou ruins do dia-a-dia, ocasionados por grande alegria, sofrimentos, perdas ou raivas e que podem causar intensos prejuízos ao organismo humano.

É também uma das formas de se evitar grandes e irreversíveis conseqüências para a vida, incluindo a morte. É a melhor válvula de escape para qualquer emoção intensa e que nos sobrecarrega, tanto é que, quando começamos a chorar, as emoções são libertadas como se estivessem fechadas numa panela de pressão. Isso acontece porque o nosso organismo libera adrenalina, um hormônio que segregamos em situações de estresse, e noradrenalina, que atua como neurotransmissor e tem um efeito contrário ao da adrenalina. Ao eliminá-los, temos a sensação de desafogo e de tranqüilidade, que muitas vezes acarreta sonolência.

Apesar de chorar ser um momento de alívio e extravasamento de emoções do cotidiano, é preciso analisar com cuidado os seus motivos, para não passar a vida inteira chorando, principalmente se este for causado por tristezas, frustrações ou irritações. Segundo a psicóloga Denise Pereira, nestes casos, é necessário estabelecer limites entre o choro saudável, que proporciona leveza a alma e ao coração, e o choro repetitivo e sem fim, que não favorece em nada o organismo humano.

“É um momento de desabafo sim, mas que não deve ser prolongado demais, porque pode ocorrer justamente o contrário do que ele se propõe, que é trazer alívio e tranqüilidade. Aí, o que pode acontecer é a pessoa ficar deprimida, sem estímulo e forças para lutar contra a situação que a reprime tanto. É preciso delimitar os motivos do choro e traçar uma estratégia de ações e atitudes que possam fazer com que a pessoa retome sua rotina, vencendo as etapas difíceis da vida”, explicou Denise Pereira.

 

Falar sozinho deixa você mais inteligente

Tecmundo

Uma boa notícia para quem costuma travar diálogos longos e complexos entre si mesmo: isso não significa que você está ficando louco – mas essas conversas solitárias podem aumentar sua inteligência, já que aceleram o lado cognitivo do cérebro.

A pesquisa que chegou a essa conclusão foi conduzida por dois psicólogos que estavam intrigados com as pessoas que procuravam itens no supermercado sussurrando o nome dos alimentos. Para comprovar que isso ajudava na busca, eles fizeram um teste bastante simples.

Em uma das dinâmicas, eles precisavam encontrar a foto de um objeto específico em meio a várias outras. Alguns voluntários precisavam fazer isso em silêncio – e eles levaram mais tempo para acabar a tarefa do que os que eram autorizados a falar o nome da figura.

Na segunda atividade, um site de compras online foi usado em um experimento similar – e quem falava os produtos pedidos para serem procurados eram bem mais velozes na busca, mas apenas se eles conheciam o nome do objeto.

Até que ponto você se anula pelo outro?

Paula Bastos

Hoje em dia muitas mulheres se desesperam com o fato de que “está difícil encontrar um homem que preste ou um cara bacana para se relacionar”. Sim, os tempos são outros, as coisas realmente mudaram e está mais difícil consolidar um relacionamento, mas não é por isso que você irá se anular e aceitar qualquer condição que queiram lhe impor.

Infelizmente, hoje muitas mulheres acabam aceitando condições estúpidas ou regras babacas para se relacionar com um cara que ou só vai te oferecer migalhas ou, então, lhe usará como objeto sexual – repito: estou falando de caras babacas porque ainda existe gente decente neste mundo! Estou dizendo tudo isso porque a marca de lingeries mexicana, Vicky Form, lançou uma campanha muito bacana com os “10 mandamentos” da nova mulher com o intuito de conscientizar o sexo feminino que você tem que respeitar e valorizar a si mesma antes de querer que isso venha de um homem.

Já ouvi de amigas aquela frase “será que se eu engravidar ele casa comigo?”, ou então “não tem problema transar com ele sem camisinha porque eu falo para ele gozar fora” ou “aquela lá já transou com x pessoas e é uma puta”. Como é que queremos ter respeito se não respeitamos a nós mesmas, se temos pensamentos estúpidos que só farão mal a nós e aos outros?

Ninguém tem o direito de julgar e você jamais deveria se anular e fazer coisas que não condizem com sua conduta e seus princípios apenas para “não ficar sozinha”. O bacana dessa campanha da Vicky Form é que ela quer trazer conscientização para as mulheres de toda a América Latina.

Os mandamentos abaixo foram exemplos de pensamentos enviados por mulheres que se engajaram na campanha da marca. Você pode conferi-los aqui e neste outro link você vê vídeos e mais fotos que explicam melhor o objetivo desta conscientização.

Mandamento #1: Minha liberdade não termina quando me uno a alguém;

Mandamento #2: Como mãe não educo nem machões e nem mulheres submissas;

Mandamento #3: Nunca ficarei calada se algo não me agrada;

Mandamento #4: Não aceitarei nenhum tipo de violência contra mim;

Mandamento #5: Nunca me trairei deixando de ser quem sou;

Mandamento #6: Ninguém, nem mesmo meu parceiro, tocará meu corpo se eu não quiser ou permitir;

Mandamento #7: Trabalharei para não depender economicamente de ninguém;

Mandamento #8: Mulheres encalhadas não existem, pois eu decido se me casarei ou não;

Mandamento #9: Não farei a limpeza da casa sozinha e isso não faz de mim uma mulher ruim;

Mandamento #10: Não aguentarei nenhum homem apenas para que meus filhos tenham um pai;

Quem descobriu esta campanha foi minha amiga Vanessa Lopes e ela conversou comigo e com mais várias outras blogueiras para que fizéssemos uma divulgação em nossos blogs a fim de conscientizar mesmo porque a ideia da marca é muito legal. Não temos nenhum vínculo com a empresa, isso não é publieditorial e ninguém pediu para que a gente postasse nada – decidimos fazer uma blogagem coletiva porque é triste ver que, hoje em dia, muitas mulheres estão se anulando a troco de nada.

Como conviver bem com as temidas críticas

ImagemZastros

Ouvir críticas ao comportamento ou ao trabalho é algo que incomoda muito. Há sempre aquela crítica que é direcionada com uma certa dose de “veneno” e que pode, até mesmo, machucar e levar o criticado a uma crise existencial. Por outro lado, há aquelas que servem como um impulso para te ajudar a melhorar.

Mas, como conviver bem com as críticas e aceitá-las? Não há como negar que em algum momento da vida esta pergunta vem à tona. Neste caso, quatro atitudes são essenciais para passar por este momento sem grandes problemas.

Conte até dez: foi criticado em casa, no trabalho ou por amigos? Respire fundo e conte até dez para, então, dar uma resposta. Neste curto tempo você poderá pensar antes de dizer algo que pode virar um desaforo desnecessário.

Avalie a crítica: após contar até dez, reflita sobre cada palavra dita e avalie as suas próprias ações. Dessa forma você não perde tempo com raiva do mundo o dia inteiro.

Identifique o problema e faça bom uso da crítica: em vez de se sentir chateado, aceite a “bronca” e aprimore o seu trabalho, fazendo da crítica uma ferramenta de crescimento pessoal ou profissional.

Defensiva: não fique na defensiva. Ficar de cara fechada ou sem falar com quem te criticou só deixará tudo mais complicado. Resolva o problema, levante e poeira e dê a volta por cima! Encontrar uma solução é a melhor saída.

Aborto de anencéfalo: Direito de escolha deve ser da mulher, não da sociedade

Alessandra Bernardo

Nesta quarta-feira (11), o Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou a sessão que irá decidir se a interrupção de gestação em casos de anencefalia é crime ou não no Brasil. O tema, que na prática, possui correntes contrárias bastante ativas, é polêmico e envolve não apenas a visão religiosa sobre a vida do feto, mas também a vida e os sentimentos da mulher envolvida. As correntes religiosas defendem a manutenção da gestação até o fim natural, que é a morte ainda no útero ou logo após o nascimento do bebê anencéfalo. Mas, outros setores defendem a interrupção dessa gestação para proteção da vida da gestante e eliminação de um sofrimento futuro com a morte do feto.

O primeiro pensamento que me vem à cabeça é: até que ponto temos o direito de decidir sobre a vida de uma pessoa que não tem a mínima chance de defesa? Difícil responder. Ainda mais quando há a controvérsia de que o anencéfalo vive, mesmo que brevemente. Nessas horas, a questão religiosa é forte. Mas, para os juristas que autorizaram a interrupção de gestações semelhantes, esses bebês nunca chegam a ter uma vida cerebral, daí, não ser um aborto, mas sim uma antecipação do parto.

Pois bem, tema polêmico, posições individuais ou grupais também polêmicas. Deixando de lado as explicações científicas, que temos aos montes hoje em todos os canais de comunicação, digo que sou contra o aborto. Sempre fui e sempre serei, mas defendo sim a interrupção de uma gravidez em casos de patologia irreversível do feto ou resultante de estupro.

Pareço contraditória ou mesmo idiota? Pode até ser, dependendo do seu ponto de vista. Mas, para mim, é muito clara a separação entre um aborto feito em caso de gravidez indesejada por falta de cuidado, de prevenção e um feito por não-expectativa de vida do bebê ou de uma violência sem tamanho contra o direito de integridade física e emocional de uma mulher.

Se uma mulher engravida por não usar preservativo, pílula ou usar outro método anticoncepcional, problema dela. Não aceito interrupção de gravidez nesses casos. Ela e o parceiro deveriam ter se prevenido, porque sabiam o risco que corriam e se não o fizeram, azar o deles. Mas, se ela foi vítima de estupro, deve ter todo o direito de decidir sim. Por que gerar uma criança que pode vir a ser castigada, rejeitada, abandonada por ser filho de um bandido? A criança não tem culpa, mas, evidentemente, será sempre vista como a violência, não vamos ser hipócritas.

Já no caso de patologia irreversível, como no caso da anencefalia, porque obrigar a mulher a levar uma gravidez sem futuro adiante? Por que torturá-la física e emocional? Por que correr os riscos inerentes em uma gestação que não terá uma continuação tradicional, com a mulher saindo da maternidade com seu filho nos braços, feliz? Por que, em nome de um uma intransigência religiosa, acusar de assassina uma mulher decidiu não levar adiante uma gravidez dessa ou endeusar uma que, por suas convicções, decidiu manter a gestação até o seu fim natural? Por quê? Por quê?

Independente da posição individual sobre o tema, é preciso respeitar as pessoas envolvidas e não julgar a decisão tomada. Somente quem está numa situação dessas deve decidir o que é melhor ou não para cada caso, não uma sociedade hipócrita e intransigente com as diferenças, como a que vivemos.

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