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Má qualidade de vida pode causar problemas mentais

Alessandra Bernardo

Um estudo revelou que problemas como ansiedade, depressão e uso de drogas estão relacionados à violência urbana e à falta de qualidade de vida na população brasileira. E os grupos mais vulneráveis são os migrantes que moram em regiões pobres das grandes cidades. O estudo, realizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), Universidade de São Paulo (USP) e Universidade de Harvard, as doenças são indicativos dos problemas sociais enfrentados por quem mora nas periferias das grandes cidades, em especial, São Paulo.

Eu não me sinto surpresa com esse resultado. Se trocarmos em miúdo, veremos que o perfil clássico dessas pessoas coincide com o nordestino que vai tentar a vida nas cidades do Sul e Sudeste, de preferência, iludidos com o sonho de mudança de vida, de dinheiro fácil, mas que só encontra hostilidade e violência. Quantas vezes não vimos na Internet ou na TV relatos de agressões verbais e físicas contra esse grupo??? Quantas vezes não vimos “sulistas” desejando que os nordestinos de lá voltem para a sua terra, como se estes fossem leprosos???

Ora, gente. Não sou hipócrita, nem iludida. Essa é a realidade do Brasil. É o que os brasileiros – que adoram se gabar de serem os mais hospitaleiros do mundo, fazem com seus compatriotas que saem de um lugar pobre para um rico em busca de uma vida melhor. Adoram dizer que o Brasil é um país de oportunidades, mas quando um migrante nordestino chega à sua terra, tratam logo de hostilizá-lo, de agredi-lo, de enxotá-lo de volta ao Nordeste. Claro que não são todos, mas ainda é grande o número de quem faz isso. E pode ser que essas pessoas contribuam para o resultado desse estudo, que foi publicado na semana passada.

É muito bonito dizer que tudo isso acabaria com políticas públicas de inclusão, que a culpa é do governo, que não dá condições de vida para a pessoa viver com dignidade em sua terra, mas, gente, vivemos no país em que a corrupção reina absoluta. Onde o preconceito, a ignorância, a violência são armas usadas diariamente contra quem não tem proteção… Sabemos bem o que pode contribuir para acabar com essa realidade, mas…

 

Pessoas ansiosas são mais propensas a sofrerem de bruxismo

Alessandra Bernardo

Os estresses do dia-a-dia, com suas inúmeras responsabilidades e prazos mínimos, estão diretamente ligados aos transtornos de ansiedade. E, quem sofre com isso têm grandes chances de desenvolver uma doença chamada bruxismo, de acordo com pesquisa feita pela Universidade de São Paulo (USP). Caracterizada por um constante apertar ou rangido dos dentes, o bruxismo afeta pessoas de diferentes faixas etárias e pode provocar desde o desvio na mordida até fraturas dos ossos da mandíbula.

Além de causar o desgaste dos dentes, o bruxismo ainda traz dores de cabeça, cansaço da musculatura mandibular e dor ao mastigar. Segundo a especialista em Disfunção Têmporo-Mandibular, Rachel Queiroz, o tratamento é feito com o auxílio de placas de resina de acrílico, que são colocadas entre as arcadas inferior e superior durante o sono, para evitar o contato entre ambas. Há ainda a opção do aparelho. No entanto, outra pesquisa da USP aponta que o controle da ansiedade reduz o hábito indesejado de apertar ou ranger os dentes.

O bruxismo é um distúrbio do sono, uma parassonia, que pode se manifestar em situações de estresse, tensão ou preocupação extrema. Como a pessoa range ou aperta os dentes durante a noite toda, acaba sentindo dores de cabeça tensionais, causadas pela contração dos músculos da mastigação, dor na articulação da mandíbula, desvios ao abrir a boca, dor e desgaste dos dentes. Em algumas situações, além do atendimento com um odontólogo, o paciente é encaminhado para tratamento psicoterápico.

Crianças hiperativas sofrem mais com bruxismo

As crianças também podem desenvolver o bruxismo, principalmente as hiperativas, que tem muita energia, mas não gastam tudo durante as atividades do dia-a-dia. Porém, como elas ainda estão em fase de crescimento ósseo, não dá para usar a placa de acrílico entre as arcadas dentárias, por isso, o tratamento mais adequado é a psicoterapia, aliada a alguma atividade física em que ela gaste a energia acumulada.

“Crianças com excesso de energia acumulada, que não param quietas num canto e que vivem agitadas são mais propensas a sofrer de bruxismo, só que não é usado o tratamento padrão, que são as placas entre as arcadas, por causa do estágio de desenvolvimento em que elas estão. Nesse caso, o mais indicado é o acompanhamento psicoterápico, onde elas podem extravasar esse excesso de energia”, disse.

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