Posts Tagged ‘cidadania’

Pais e filhos na era digital: novos desafios.

Cibertrans

O próximo evento Ciber.ComVersas está pertinho e você é o convidado especial…

Data: 04/05/2012

Horário: 19h30
Local: Auditório da Livraria Saraiva (antiga Siciliano), Midway Mall

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Aborto de anencéfalo: Direito de escolha deve ser da mulher, não da sociedade

Alessandra Bernardo

Nesta quarta-feira (11), o Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou a sessão que irá decidir se a interrupção de gestação em casos de anencefalia é crime ou não no Brasil. O tema, que na prática, possui correntes contrárias bastante ativas, é polêmico e envolve não apenas a visão religiosa sobre a vida do feto, mas também a vida e os sentimentos da mulher envolvida. As correntes religiosas defendem a manutenção da gestação até o fim natural, que é a morte ainda no útero ou logo após o nascimento do bebê anencéfalo. Mas, outros setores defendem a interrupção dessa gestação para proteção da vida da gestante e eliminação de um sofrimento futuro com a morte do feto.

O primeiro pensamento que me vem à cabeça é: até que ponto temos o direito de decidir sobre a vida de uma pessoa que não tem a mínima chance de defesa? Difícil responder. Ainda mais quando há a controvérsia de que o anencéfalo vive, mesmo que brevemente. Nessas horas, a questão religiosa é forte. Mas, para os juristas que autorizaram a interrupção de gestações semelhantes, esses bebês nunca chegam a ter uma vida cerebral, daí, não ser um aborto, mas sim uma antecipação do parto.

Pois bem, tema polêmico, posições individuais ou grupais também polêmicas. Deixando de lado as explicações científicas, que temos aos montes hoje em todos os canais de comunicação, digo que sou contra o aborto. Sempre fui e sempre serei, mas defendo sim a interrupção de uma gravidez em casos de patologia irreversível do feto ou resultante de estupro.

Pareço contraditória ou mesmo idiota? Pode até ser, dependendo do seu ponto de vista. Mas, para mim, é muito clara a separação entre um aborto feito em caso de gravidez indesejada por falta de cuidado, de prevenção e um feito por não-expectativa de vida do bebê ou de uma violência sem tamanho contra o direito de integridade física e emocional de uma mulher.

Se uma mulher engravida por não usar preservativo, pílula ou usar outro método anticoncepcional, problema dela. Não aceito interrupção de gravidez nesses casos. Ela e o parceiro deveriam ter se prevenido, porque sabiam o risco que corriam e se não o fizeram, azar o deles. Mas, se ela foi vítima de estupro, deve ter todo o direito de decidir sim. Por que gerar uma criança que pode vir a ser castigada, rejeitada, abandonada por ser filho de um bandido? A criança não tem culpa, mas, evidentemente, será sempre vista como a violência, não vamos ser hipócritas.

Já no caso de patologia irreversível, como no caso da anencefalia, porque obrigar a mulher a levar uma gravidez sem futuro adiante? Por que torturá-la física e emocional? Por que correr os riscos inerentes em uma gestação que não terá uma continuação tradicional, com a mulher saindo da maternidade com seu filho nos braços, feliz? Por que, em nome de um uma intransigência religiosa, acusar de assassina uma mulher decidiu não levar adiante uma gravidez dessa ou endeusar uma que, por suas convicções, decidiu manter a gestação até o seu fim natural? Por quê? Por quê?

Independente da posição individual sobre o tema, é preciso respeitar as pessoas envolvidas e não julgar a decisão tomada. Somente quem está numa situação dessas deve decidir o que é melhor ou não para cada caso, não uma sociedade hipócrita e intransigente com as diferenças, como a que vivemos.

Número de usuários de crack ultrapassa um milhão no país

Alessandra Bernardo

Aproximadamente 1,2 milhão de pessoas usa crack no Brasil e a maioria começa a fumar a droga aos 13 anos de idade, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Uma pesquisa desenvolvida pela pediatra e pesquisadora do Rio Grande do Sul, Gabrielle Cunha, revela que os bebês de mulheres que usaram crack durante a gravidez apresentam, logo nas primeiras 48 horas de vida, “alterações neurológicas e comportamentais provocados pela exposição prolongada à droga”. No entanto, ela ressalta que essas crianças não são viciadas e os danos podem ser minimizados.

“No início, se pensava que esses bebês teriam má-formações e problemas graves, mas, na verdade, as alterações são no neuro-comportamento. Eles são mais irritáveis e geralmente têm dificuldade de alimentação. Mas conforme o estímulo e o tratamento que ele recebe, é possível reverter essa situação que é temporária”, ressaltou.

O estudo, realizado em 1999, apontou que 4,6% das gestantes usavam a substancia. No entanto, ela alerta que hoje, esse número possa ser, no mínimo, o dobro do registrado há dez anos atrás. “Nós não temos estatísticas nacionais sobre isso. Mas imaginamos que atualmente seja no mínimo o dobro desse percentual de 1999, tendo em vista o número de pacientes que chegam até nós”, apontou. Atualmente, cerca de 150 bebês nessa situação são atendidos pelo programa do Hospital Materno Infantil Presidente Vargas, de Porto Alegre.

Organismo devastado em pouco tempo

O crack é obtido a partir da mistura da pasta-base de coca ou cocaína refinada, com bicarbonato de sódio e água. Mas, também pode conter outros tipos de substâncias tóxicas, como cal, cimento, querosene, ácido sulfúrico, acetona, amônia e soda cáustica. Das vias aéreas até o cérebro, a fumaça tóxica do crack causa um impacto devastador no organismo. As principais consequências físicas do consumo da droga incluem doenças pulmonares e cardíacas, sintomas digestivos e alterações na produção e captação de neurotransmissores.

 

CEF emite CPF gratuito em homenagem às mulheres

Agência Brasil

O público feminino que quiser se inscrever gratuitamente no Cadastro da Pessoa Física (CPF) pode procurar qualquer agência da Caixa Econômica Federal (CEF) entre esta quarta-feira (7) e sexta-feira (9). A emissão do documento, que custa R$ 5,70 nas agências da própria Caixa, do Banco do Brasil e dos Correios, será franqueada durante três dias em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, comemorado na quinta-feira (8).

Basta a mulher, maior de 16 anos e eleitora, apresentar documento de identificação com filiação e data de nascimento mais título de eleitor ou documento de justificativa eleitoral.

Quem, entre 16 e 18 anos, não tiver os documentos deve ser representada por um dos pais ou responsável, com apresentação da certidão de nascimento da adolescente, além de documentos de identificação e CPF do representante, ou ainda, quando for o caso, documento que comprove tutela, curatela, guarda ou procuração.

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