Posts Tagged ‘mulher’

Receita de quarta: Bolo de caneca rápido

Alessandra Bernardo

Com a correria do dia-a-dia, nada como uma receita gostosa e rápida para alguns minutinhos em paz. Pensando nisso, escolhi essa receita bem prática e superfácil de bolo de caneca, que é feito no micro-ondas e fica pronta em três minutos. Aliás, esse é o tempo perfeito para você preparar um suco geladinho para acompanhar o bolo. Não vou me alongar na conversa, por isso, vejam aqui a receita…

 

Ingredientes
1 ovo
3 colheres (sopa) de óleo
5 colheres (sopa) rasas de açúcar
4 colheres (sopa) de leite
2 colheres (sopa) rasas de achocolatado em pó
4 colheres (sopa) rasas de farinha de trigo
1/2 colher (chá) de fermento em pó químico

Modo de fazer
Em uma tigela, bata o ovo com um garfo, adicione o óleo, o açúcar, o leite, o achocolatado e misture bem. Junte a farinha e o fermento e bata novamente com um garfo para misturar.
Coloque em duas canecas de porcelana com capacidade para 200ml e leve ao micro-ondas, em potência alta, por três minutos.
Para a calda, em uma tigela, leve todos os ingredientes ao micro-ondas por 50 segundos. Desenforme o bolo ou deixe na própria caneca, regue com a calda quente e sirva.

Cabelos chapados estão out, a moda agora são os modelados

Ig (com adaptações)

Uma década de alisamentos dá espaço à naturalidade. A chapinha e as toucas que alisavam perdem espaço para os rolinhos de papel alumínio, que estimulam os cachos. Os bobes voltam com tudo para deixar o cabelo mais sexy. É o fim do império dos lisos. Dos curtos aos longos, é possível irradiar beleza com ondas e cachos de forma bem natural.

Muitos produtos ajudam a conquistar um visual mais encorpado, entre eles: leave-in, creme sem enxágue, mousse, reparador de pontas, cera, pomada e fluido para escova. Eles podem ser aplicados com os fios úmidos ou secos, sempre modelando – seja amassando ou com o uso de acessórios – de acordo com o resultado desejado. Entre os acessórios estão os bobes, a chapinha (usada para modelar), o babyliss e o difusor.

Chapinha – Para garantir naturalidade e ondas suaves aos fios, uma opção muito usada em casa é a chapinha. O ideal, independente do comprimento dos fios, é que o aparelho tenha em seu desenho ondulações, dando movimento e alinhando os cachos corretamente. Neste caso, os produtos termoativados protegem enquanto fixam, e ainda auxiliam no deslizar do aparelho. Tenha sempre em mente a dupla: calor + proteção.

Secador – Usado com algum fluido especial para escova, o secador ajuda a modelar também, e o tamanho da escova determina o estilo da onda. Para conseguir mais efeito e volume, o uso de bobes é fundamental. Reparadores de pontas auxiliam no brilho e definição.

DifusorO difusor proporciona o efeito de cachos com naturalidade, e o mousse pode auxiliar, proporcionando textura aos fios. A preparação é com o cabelo úmido. O acessório acoplado ao secador confere movimento aos fios e deixa o look com cara de capa de revista. É aconselhável o uso de ativador de cachos.

Modelador – O modelador, famoso bayliss, é o acessório da vez. Além de modelar cachos com facilidade, também é um forte aliado na preparação de penteados. O protetor térmico, claro, é obrigatório. Para um efeito incrível, a dica é escovar o cabelo antes de modelar.

Bobes – Eles podem ser usados após a escova ou com no cabelo seco naturalmente. Quanto mais inclinado para cima estiver o bobe, mais volume a mulher dará a essa mecha; quanto mais deitado e leve, menos volume.

Finalizadores – Os cachos ou ondas podem ser suavizados e alinhados com ceras ou pomadas, que ativam o brilho, eliminam frizz e suavizam o look deixando o cabelo com aspecto natural. Reparadores de pontas também têm esse poder. O importante é parecer o mais despojado possível, como que jogados ao vento.

Bobes – Eles podem ser usados após a escova ou com no cabelo seco naturalmente. Quanto mais inclinado para cima estiver o bobe, mais volume a mulher dará a essa mecha; quanto mais deitado e leve, menos volume.

Finalizadores – Os cachos ou ondas podem ser suavizados e alinhados com ceras ou pomadas, que ativam o brilho, eliminam frizz e suavizam o look deixando o cabelo com aspecto natural. Reparadores de pontas também têm esse poder. O importante é parecer o mais despojado possível, como que jogados ao vento.

 

Até que ponto você se anula pelo outro?

Paula Bastos

Hoje em dia muitas mulheres se desesperam com o fato de que “está difícil encontrar um homem que preste ou um cara bacana para se relacionar”. Sim, os tempos são outros, as coisas realmente mudaram e está mais difícil consolidar um relacionamento, mas não é por isso que você irá se anular e aceitar qualquer condição que queiram lhe impor.

Infelizmente, hoje muitas mulheres acabam aceitando condições estúpidas ou regras babacas para se relacionar com um cara que ou só vai te oferecer migalhas ou, então, lhe usará como objeto sexual – repito: estou falando de caras babacas porque ainda existe gente decente neste mundo! Estou dizendo tudo isso porque a marca de lingeries mexicana, Vicky Form, lançou uma campanha muito bacana com os “10 mandamentos” da nova mulher com o intuito de conscientizar o sexo feminino que você tem que respeitar e valorizar a si mesma antes de querer que isso venha de um homem.

Já ouvi de amigas aquela frase “será que se eu engravidar ele casa comigo?”, ou então “não tem problema transar com ele sem camisinha porque eu falo para ele gozar fora” ou “aquela lá já transou com x pessoas e é uma puta”. Como é que queremos ter respeito se não respeitamos a nós mesmas, se temos pensamentos estúpidos que só farão mal a nós e aos outros?

Ninguém tem o direito de julgar e você jamais deveria se anular e fazer coisas que não condizem com sua conduta e seus princípios apenas para “não ficar sozinha”. O bacana dessa campanha da Vicky Form é que ela quer trazer conscientização para as mulheres de toda a América Latina.

Os mandamentos abaixo foram exemplos de pensamentos enviados por mulheres que se engajaram na campanha da marca. Você pode conferi-los aqui e neste outro link você vê vídeos e mais fotos que explicam melhor o objetivo desta conscientização.

Mandamento #1: Minha liberdade não termina quando me uno a alguém;

Mandamento #2: Como mãe não educo nem machões e nem mulheres submissas;

Mandamento #3: Nunca ficarei calada se algo não me agrada;

Mandamento #4: Não aceitarei nenhum tipo de violência contra mim;

Mandamento #5: Nunca me trairei deixando de ser quem sou;

Mandamento #6: Ninguém, nem mesmo meu parceiro, tocará meu corpo se eu não quiser ou permitir;

Mandamento #7: Trabalharei para não depender economicamente de ninguém;

Mandamento #8: Mulheres encalhadas não existem, pois eu decido se me casarei ou não;

Mandamento #9: Não farei a limpeza da casa sozinha e isso não faz de mim uma mulher ruim;

Mandamento #10: Não aguentarei nenhum homem apenas para que meus filhos tenham um pai;

Quem descobriu esta campanha foi minha amiga Vanessa Lopes e ela conversou comigo e com mais várias outras blogueiras para que fizéssemos uma divulgação em nossos blogs a fim de conscientizar mesmo porque a ideia da marca é muito legal. Não temos nenhum vínculo com a empresa, isso não é publieditorial e ninguém pediu para que a gente postasse nada – decidimos fazer uma blogagem coletiva porque é triste ver que, hoje em dia, muitas mulheres estão se anulando a troco de nada.

Aborto de anencéfalo: Direito de escolha deve ser da mulher, não da sociedade

Alessandra Bernardo

Nesta quarta-feira (11), o Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou a sessão que irá decidir se a interrupção de gestação em casos de anencefalia é crime ou não no Brasil. O tema, que na prática, possui correntes contrárias bastante ativas, é polêmico e envolve não apenas a visão religiosa sobre a vida do feto, mas também a vida e os sentimentos da mulher envolvida. As correntes religiosas defendem a manutenção da gestação até o fim natural, que é a morte ainda no útero ou logo após o nascimento do bebê anencéfalo. Mas, outros setores defendem a interrupção dessa gestação para proteção da vida da gestante e eliminação de um sofrimento futuro com a morte do feto.

O primeiro pensamento que me vem à cabeça é: até que ponto temos o direito de decidir sobre a vida de uma pessoa que não tem a mínima chance de defesa? Difícil responder. Ainda mais quando há a controvérsia de que o anencéfalo vive, mesmo que brevemente. Nessas horas, a questão religiosa é forte. Mas, para os juristas que autorizaram a interrupção de gestações semelhantes, esses bebês nunca chegam a ter uma vida cerebral, daí, não ser um aborto, mas sim uma antecipação do parto.

Pois bem, tema polêmico, posições individuais ou grupais também polêmicas. Deixando de lado as explicações científicas, que temos aos montes hoje em todos os canais de comunicação, digo que sou contra o aborto. Sempre fui e sempre serei, mas defendo sim a interrupção de uma gravidez em casos de patologia irreversível do feto ou resultante de estupro.

Pareço contraditória ou mesmo idiota? Pode até ser, dependendo do seu ponto de vista. Mas, para mim, é muito clara a separação entre um aborto feito em caso de gravidez indesejada por falta de cuidado, de prevenção e um feito por não-expectativa de vida do bebê ou de uma violência sem tamanho contra o direito de integridade física e emocional de uma mulher.

Se uma mulher engravida por não usar preservativo, pílula ou usar outro método anticoncepcional, problema dela. Não aceito interrupção de gravidez nesses casos. Ela e o parceiro deveriam ter se prevenido, porque sabiam o risco que corriam e se não o fizeram, azar o deles. Mas, se ela foi vítima de estupro, deve ter todo o direito de decidir sim. Por que gerar uma criança que pode vir a ser castigada, rejeitada, abandonada por ser filho de um bandido? A criança não tem culpa, mas, evidentemente, será sempre vista como a violência, não vamos ser hipócritas.

Já no caso de patologia irreversível, como no caso da anencefalia, porque obrigar a mulher a levar uma gravidez sem futuro adiante? Por que torturá-la física e emocional? Por que correr os riscos inerentes em uma gestação que não terá uma continuação tradicional, com a mulher saindo da maternidade com seu filho nos braços, feliz? Por que, em nome de um uma intransigência religiosa, acusar de assassina uma mulher decidiu não levar adiante uma gravidez dessa ou endeusar uma que, por suas convicções, decidiu manter a gestação até o seu fim natural? Por quê? Por quê?

Independente da posição individual sobre o tema, é preciso respeitar as pessoas envolvidas e não julgar a decisão tomada. Somente quem está numa situação dessas deve decidir o que é melhor ou não para cada caso, não uma sociedade hipócrita e intransigente com as diferenças, como a que vivemos.

Receita da quarta: Couve-flor gratinada com leite de coco

Alessandra Bernardo

Rico em cálcio e fósforo, livre de gorduras e colesterol, o couve-flor é a estrela do Receita de quarta desta semana. Leve, ele é indicado para quem está em dieta e deseja uma alimentação saudável e gostosa, já que contém vitamina C e baixos teores de sódio e calorias. Além de tudo, ainda é prático, já que ele é superfácil e rápido de preparar.

Desde pequena, sou curiosa com essa hortaliça tão bonitinha e frágil, que a minha mãe preparava com tanto cuidado e carinho, de várias formas. Parente do repolho e do brócolis, o couve-flor só aparecia na nossa mesa de vez em quando, mas sempre que isso acontecia, era sempre a estrela principal. E hoje, divido essa receita maravilhosa com vocês… vamos lá…

Ingredientes 

1 couve-flor lavada e cortada em buquês
3 colheres (sopa) de azeite
1 garrafa de leite de coco
2 xícara (chá) de leite
4 ovos
4 colheres (sopa) de farinha de trigo
2 colheres (sopa) de manteiga
1 cebola picada
Sal e pimenta a gosto
1/2 xícara (chá) de queijo parmesão ralado
Salsa picada a gosto
Modo de preparo

Aqueça o azeite em uma grelha e grelhe os buquês de couve-flor. Coloque-os em um refratário untado. No liquidificador, bata o leite de coco, o leite, os ovos, a farinha de trigo. O sal e a pimenta. Reserve.

Em uma panela, aqueça a manteiga e doure a cebola. Junte a mistura do liquidificador, leve ao fogo brando e mexa sem parar até engrossar.

Deixe esfriar e despeje sobre a couve-flor. Polvilhe a salsa e o queijo ralado.  Leve ao forno preaquecido a 200º até dourar.

Dica: Se quiser substitua a couve-flor por brócolis.

O que é ser mulher?

Ana Clea Bezerra

 

Um dia, me perguntaram como é ser mulher nos dias de hoje e eu respondi que ser mulher é aprender.

Percebi que a minha resposta não tinha sido tão clara e satisfatória.

Tentei me explicar e disse, orgulhosamente, que ao longo de muitos anos a mulher aprendeu a não mais andar de joelho curvado e de cabeça baixa.

Aprendeu a levantar sozinha e a enxugar as próprias lágrimas.

Ela percebeu que podia ser muito mais do que as pessoas lhe diziam.

Aprendeu a tirar a roupa e a se mostrar sem medo e percebeu que também sentia desejos e que gostava de senti-los.

E, andando com as próprias pernas, ela entendeu que havia espaço suficiente para ela em qualquer lugar e decidiu ocupá-los.

Ela não se intimidou com o longo caminho que iria percorrer para fazer com que os outros entendessem que ela tinha direito aos direitos que lhe cabiam.

E ela, na sua magnífica força e coragem, aprendeu a ser livre, a gritar quando tem vontade, a chorar quando precisar chorar e a sorrir mesmo quando a situação não permitir sorrir.

Mas, acima de tudo, aprendeu a ser forte.

De calça comprida, salto alto, com rosto pintado e cabelos escovados.

Ela aprendeu a ser muito mais do que uma mulher vaidosa.

Aprendeu a ser idealista, determinada e precisa.

Aprendeu a falar alto quando necessário.

Mas não foi só isso. Ela aprendeu muito mais…

Aprendeu com a vida, com a situação, com a dor (a não ser apenas uma reprodutora e esposa).

Aprendeu que ela é uma parte importante na história, alguém que poderia ultrapassar, com ousadia e coragem, os limites da hierarquia.

Ela ensinou aos outros a terem respeito pela sua luta e alguns assim entenderam, outros não.

Ela aprendeu a tomar conta de si mesma, a tomar decisões e a não ter medo de dizer: “Eu posso”.

Aprendeu que não se deve ter vergonha do sexo, nem de dizer que gosta de sexo.

Aprendeu a tomar iniciativa e a dizer “não” quando necessário.

E percebeu que pode se prevenir e decidir a hora certa de ser mãe sem ser pressionada.

E, perante os olhos intimadores dos homens e de tamanha curiosidade, ela levantou a cabeça e mostrou que não era uma boneca de porcelana, mas que podia ser quebrada várias vezes e que sempre conseguia se juntar sem perder nenhum dos pedaços.

Isso é ser mulher!

 

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