Posts Tagged ‘trânsito’

O que fazer quando baterem no seu carro

IG Carros (com adaptações)

 Mesmo dirigindo com todo o cuidado e respeitando a sinalização, ninguém está livre de ser “presenteado” com uma batida no trânsito, resultado da imprudência ou da desatenção de outros motoristas. Nesses casos, sem a mínima intenção, você acaba incluído na categoria de terceiros, como são designados os envolvidos de maneira involuntária em acontecimentos de qualquer natureza. Ainda que no momento da ocorrência o causador assuma a culpa e se responsabilize pelos prejuízos com aquele “Fica tranquilo, meu seguro paga tudo”, você pode ter mais aborrecimentos.

Em primeiro lugar, é preciso que o segurado tenha contratado a cobertura para terceiros; caso contrário, ele próprio terá de arcar, do bolso, com as despesas do outro envolvido. Dessa forma, a melhor maneira de a vítima se garantir é fazer o Boletim de Ocorrência (B.O.), que é o registro oficial no caso de acidentes de trânsito. O documento também é ponto de partida em uma possível ação judicial, em casos, por exemplo, em que o motorista que provocou os danos se nega a reconhecer a culpa ou a ressarcir os outros envolvidos.

Assim, logo após o acidente, deve-se informar à Polícia Militar pelo telefone 190 e efetuar o boletim na delegacia mais próxima ao local. Em alguns estados e no Distrito Federal, desde que não haja vítima, é possível registrar o B.O. pela internet. Também é muito importante trocar dados pessoais como telefone, R.G., C.P.F., placa do veículo, número da habilitação e, finalmente, nome da seguradora.

Conforme a empresa Porto Seguro, o segurado deve telefonar para a seguradora e realizar o aviso de sinistro, informando também que existe um terceiro e a placa do outro veículo. O ideal é que ambos se direcionem para a mesma oficina para realizar as vistorias de constatação de danos, pois, é por meio dessa inspeção que a companhia avaliará se a versão do acidente apresentada pelo seu cliente corresponde às avarias.

Em geral, a cobertura a terceiros disponibilizada pelas seguradoras é a mesma do segurado, exceto os benefícios. Ou seja, ela prevê a recuperação do veículo em caso de dano parcial ou a indenização por perda total, de acordo com a tabela da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas). O ideal é que os reparos de terceiros sejam efetuado por uma oficina designada pela seguradora, para que se possa cobrar desta qualidade e prazo dos reparos.

Espera por reparo pode ser de meses

Vencida a burocracia, o reparo do veículo dependerá da programação da oficina e da disponibilidade de peças e de outros materiais no mercado. Dependendo da marca e do modelo, especialmente os importados, a espera por componentes pode se arrastar por meses. A partir daí, os canais de atendimento ou de reclamações para o consumidor que se sentir lesado pelo atraso na devolução do carro ou pela qualidade do reparo variam de acordo com a justificativa alegada pela seguradora.

Caso o motivo esteja na própria seguradora, oficialmente os terceiros só podem efetuar sua queixa por meio do Serviço de Atendimento ao Cliente (Sac) das seguradoras, em um primeiro momento. Se a falha não for resolvida, o interessado poderá se dirigir à ouvidoria de cada companhia de seguros, cujos contatos estão disponíveis no portal da Federação Nacional de Seguros Gerais (Fenseg).

Se a oficina não respeitar o prazo previsto ou a qualidade do serviço não for satistatória, a reclamação também deverá ser encaminhada à seguradora, se foi ela quem determinou o local para o reparo, ou ao responsável pelo estabelecimento, caso tenha sido uma escolha do terceiro. Se o atraso no serviço for causado pela falta de peças, o proprietário deverá recorrer ao SAC da montadora ou do importador do veículo.

Em casos extremos, procure o Idec ou Procon de sua cidade

 Paralelamente, deve-se registrar a reclamação em órgãos de defesa do consumidor como o Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor  (Procon) ou o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), os quais fornecerão orientações para a solução do problema.

Em casos extremos, quando esses recursos não forem suficientes ou o causador do acidente se recusar a arcar com os prejuízos, a vítima poderá recorrer a uma ação judicial, por meio do Juizado Especial Cível de sua cidade (o antigo Juizado de Pequenas Causas). A reclamação pode ser apresentada de forma oral ou escrita e não é necessária a presença de advogado quando o valor do prejuízo for de até 20 salários mínimos – ou R$ 12.440, atualmente.

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Gol, Uno e Pálio estão entre os carros mais visados pelos ladrões

Jornal de Hoje

Se você é proprietário de um Gol, Uno ou Pálio, saiba que seu veículo está entre os mais visados por ladrões. Os modelos, considerados os mais populares no Brasil, também lideram as estatísticas de roubos no país. No primeiro trimestre deste ano, os três modelos foram roubados ou furtados 19.704 vezes.

O líder desse ranking, feito pela Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg), é o Gol. Foram registrados 10.705 ocorrências de roubo ou furto desse modelo. Em segundo, vem o Fiat Uno, com 5.042 casos, e em terceiro aparece o Palio, alvo de 3.957 crimes.

Os especialistas afirmam que por serem populares esses veículos também alcançam grande poder de venda no mercado negro, principalmente, por terem peças muito procuradas. Os carros dos tipos Corsa e Celta aparecem em quarto e quinto lugar, respectivamente, nas estatísticas de roubos.

Na lista inversa, dos menos roubados ou furtados, aparecem os modelos Honda Fit (385 ocorrências), a S10 (448) e o Citröen C3 (455). Esse levantamento feito pela CNseg serve para reavaliar as cobranças de seguro. Portanto, proprietários de carros populares poderão sofrer com reajustes nas taxas pagas por seguro.

Dicas para a bateria do seu carro durar mais

AutoEsporte (com adaptações)

 A bateria dos carros requer cuidados especiais. Constituída basicamente de placas de chumbo (positivas e negativas) e solução de ácido sulfúrico (eletrólito), que ficam alojados dentro de uma caixa plástica, a bateria nada mais é que uma fonte acumulativa de energia. Por isso, especialistas apontam para os cuidados com acessórios eletrônicos como rádio, alarme, rastreadores e componentes elétricos e eletrônicos que nunca ficam desligados – como a central de injeção – e que são aparelhos que possuem a chamada corrente de stand by. Que puxam energia quando o veículo está desligado.

O rádio e o alarme, por exemplo, dependendo dos tipos, podem acarretar uma descarga na bateria de apenas um dia se estiverem funcionando com o motor desligado. Utilizar peças originais é a principal dica para que a corrente stand by não descarregue o acumulador. Por isso, é preciso verificar a capacidade máxima da bateria e do alternador antes de instalar novos acessórios. Sistemas de som potentes, por exemplo, consomem mais energia e, pode ser preciso optar por peças que tenham maior capacidade.

 Carros parados também consomem energia da bateria

Quem usa o carro esporadicamente ou precisa “hiberná-lo” por um tempo prolongado, a recomendação é desligar os terminais dos cabos das baterias, a fim de evitar a descarga precoce da bateria. “Carros parados também consomem energia da bateria. Neste caso, se o veículo for ficar inutilizado por mais de 20 ou 30 dias, caso não seja possível deixá-lo com alguém para o seu funcionamento, o correto é desligar o cabo do terminal positivo, para evitar a redução da vida útil da bateria e também qualquer risco de curto-circuito”, recomenda o professor de Engenharia Mecânica Automobilística, Edson Esteves.

Segundo os especialistas, a durabilidade de uma bateria, em média, é de dois a três anos, mas pode cair pela metade se o dono não tiver os devidos cuidados como, por exemplo, deixar as luzes ou acessórios ligados quando o motor estiver desligado. Outra dica importante é não dar a partida no veículo com o farol ligado, o que também puxa carga da bateria, diminuindo sua vida útil. Isso vale também para carros com sistema de acendimento automático.

A bateria arriou. E agora?

 Para o caso das baterias arriadas, há alguns sistemas de rádio que necessitam de codificação para voltar a funcionar e as concessionárias cobram caro pelo serviço. Por isso a consulta ao manual do proprietário é primordial. Nem tente fazer uma “chupeta” (ligação direta entre bateria arriada e uma auxiliar), porque, em alguns casos, pode se causar um dano significativo no sistema elétrico do veículo, além de ter um gasto extra. Os especialistas alertam ainda que os cabos auxiliares vendidos em supermercados para fazer a ligação direta entre as baterias nem sempre são confiáveis, dependendo do estado da bateria.

Eles explicam que o ideal é chamar um mecânico de confiança, pois o profissional possui equipamentos próprios para fazer medição da carga da bateria, como scanner ou voltímetro. Através destas ferramentas, o técnico avaliará se o problema está realmente na bateria ou no alternador, componente responsável por transformar a energia mecânica em elétrica, através da corrente alternada induzida por campo magnético. Isso deve ser feito a cada seis meses, em uma oficina especializada.

 

Conheça os carros mais econômicos do Brasil

Alessandra Bernardo

Na hora de comprar um carro, a maioria olha o design, a marca e os opcionais que o modelo escolhido oferece, mas se esquece de um item fundamental: o consumo de combustível. Pois bem, desde a semana passada, todos os veículos comercializados no país trarão um selo de eficiência energética do Instituto Nacional de Metrologia (Inmetro). A etiqueta, semelhante à usada em eletrodomésticos, avalia a economia dos automóveis de cada categoria no consumo de combustível e varia entre as letras “A” (mais eficiente e, portanto, mais econômicos) e “E” (menos eficiente), permitindo que o consumidor possa comparar os gastos de cada um.

Este ano, oito fabricantes que integram o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular do Inmetro (Fiat, Ford, Honda, Kia, Peugeot, Renault, Toyota e Volkswagem) participam com 157 versões de 105 modelos. O selo é obrigatório para todos os veículos fabricados no Brasil a partir do último dia 15 de abril. Uma projeção mostra que um motorista que optar por um modelo compacto com classificação “A” poupará cerca de R$ 612 nos gastos com combustível em um ano, se comparado a um veículo com nota “E”, por exemplo. Em cinco anos, a economia pode atingir R$ 3 mil, considerando um carro que rode 40km por dia.

Veja abaixo a lista com os dez modelos mais econômicos do país.

Consumo com gasolina 

Consumo com Etanol (álcool) 

  1. Fiat Uno Mille Fire Economy
    Nota A: 12,7 km/l na cidade; 15,6 km/l na estrada
  1. Fiat Novo Uno Economy Evo
    Nota A: 12,5 km/l na cidade; 15,2 km/l na estrada
  1. Renault Sandero 1.0 16V
    Nota A: 12,1 km/l na cidade; 13 km/l na estrada
  1. Renault Logan 1.0 16V
    Nota A: 12,1 km/l na cidade; 13 km/l na estrada
  1. VW Gol G4 Ecomotion
    Nota A: 12 km/l na cidade; 14,1 km/l na estrada
  1. Fiat Siena Fire
    Nota A: 12 km/l na cidade; 14.1 km/l na estrada
  1. Honda Fit (todos)
    Nota A: 11,8 km/l na cidade; 13,3 km/l na estrada
  1. VW Polo Bluemotion
    Nota A: 10,8 km/l na cidade; 15 km/l na estrada
  1. VW Saveiro 1.6 8V
    Nota A: 10,7 km/l na cidade; 12,3 km/l na estrada
  1. Honda Civic (todos)
    Nota A: 10,5 km/l na cidade; 13,4 km/l na estrada
  1. Renault Fluence Dynamique 2.0 M/T
    Nota A: 10,2 km/l na cidade; 14,1 km/l na estrada
  1. Toyota Corolla 1.8
    Nota A: 10,2 km/l (M/T) ou 10,5 (A/T) na cidade; 13,5 km/l (M/T) ou 13,3 (A/T) na estrada
  1. Renault Duster 2.0 4×2
    Nota B: 9,9 km/l na cidade; 11,2 km/l na estrada
  1. Fiat Palio Weekend Adventure Dualogic 1.8
    Nota B: 9,9 km/l na cidade; 10,9 km/l na estrada
  1. Renault Kangoo Express 1.6 16V
    Nota A: 9 km/l na cidade; 10,9 km/l na estrada
  1. Renault Duster 2.0 4WD
    Nota A: 8,9 km/l na cidade; 10,2 km/l na estrada
  1. Fiat Uno Mille Fire Economy
    Nota A: 8,9 km/l na cidade; 10,7 km/l na estrada
  1. Fiat Novo Uno Economy Evo
    Nota A: 8,7 km/l na cidade; 10,4 km/l na estrada
  1. VW Gol Ecomotion
    Nota A: 8,4 KM/l na cidade; 9,8 km/l na estrada
  1. Fiat Siena Fire
    Nota A: 8.2 km/l na cidade; 9,8 km/l na estrada
  1. Honda Fit (todos)
    Nota A: 8,1 km/l na cidade; 9,2 km/l na estrada
  1. Renault Sandero 1.0 16V
    Nota A: 8 km/l na cidade; 8,8 km/l na estrada
  1. Renault Logan 1.0 16V
    Nota A: 8 km/l na cidade; 8,8 km/l na estrada
  1. VW Polo Bluemotion
    Nota A: 7,4 km/l na cidade; 10,5 km/l na estrada
  1. Honda Civic (todos)
    Nota A: 7,3 km/l na cidade; 10 km/l na estrada
  1. VW Saveiro 1.6 8V
    Nota A: 7,3 km/l na cidade; 8,5 km/l na estrada
  1. Toyota Corolla 1.8
    Nota A: 7 km/l (M/T) ou 7,1 (A/T) na cidade; 9,6 km/l (M/T) ou 9,1 (A/T) na estrada
  1. Renault Fluence Dynamique 2.0 M/T
    Nota A: 6,8 km/l na cidade; 9,2 km/l na estrada
  1. Renault Duster 2.0 4×2
    Nota B: 6,7 km/l na cidade; 7,8 km/l na estrada
  1. Fiat Palio Weekend Adventure Dualogic 1.8
    Nota B: 6,4 km/l na cidade; 7,3 km/l na estrada
  1. Renault Kangoo Express 1.6 16V
    Nota A: 6,1 km/l na cidade; 7,4 km/l na estrada
  1. Renault Duster 2.0 4WD
    Nota A: 6,1 km/l na cidade; 7,2 km/l na estrada

 

Lista completa

Já a lista completa com notas e consumo de todos os participantes de cada uma das nove categorias do Programa de Etiquetagem Veicular pode ser obtida nos links abaixo:

– Subcompactos: CLIQUE AQUI
Modelos incluídos: Fiat 500, Fiat Mille Economy, Fiat Uno Economy, Fiat Palio, Renault Clio, Ford Ka, Kia Picanto.

– Compacto: CLIQUE AQUI
Modelos incluídos: Fiat Siena Fire, Honda Fit, Peugeot 207, Peugeot 207 Passion, Peugeot 207 SW, Renault Sandero 1.0 16V, VW Gol G4 (1.0 e 1.0 Ecomotion), VW Gol G5, Fiat Palio, VW Polo Bluemotion, VW Polo Sedan.

– Médios: CLIQUE AQUI
Modelos incluídos: Honda City, Ford Fiesta, Ford Fiesta Sedan, Kia Soul, Renault Logan 1.0, Renault Symbol, VW Voyage.

– Grandes: CLIQUE AQUI
Modelos incluídos: Ford Focus, Ford Focus Sedan; Ford Fusion Hybrid, Kia Cerato, Honda Civic, Peugeot 3008, Peugeot 308 CC, Peugeot 508, Peugeot RCZ, Toyota Corolla 1.8 (manual e automático), Toyota Camry, Renault Fluence 2.0, Renault Megane Grand Tour.

– Veículos de carga derivados: CLIQUE AQUI
Modelos incluídos: Fiat Strada, Fiat Fiorino, Ford Courier, VW Saveiro.

– Veículos comerciais: CLIQUE AQUI
Modelos incluídos: Fiat Doblò Cargo, Ford Ranger, Renault Kangoo Express, VW Kombi.

– Utilitários leves: CLIQUE AQUI
Modelos incluídos: Fiat Idea, Fiat Palio Weekend Adventure Dualogic, Fiat Strada, Ford Ecosport, Renault Duster 4×2 2.0, Kia Sportage.

– Fora de estrada (4×4): CLIQUE AQUI
Modelos incluídos: Ford Ecosport 4WD, Renault Duster 4WD, Toyota RAV4, Kia Sorento.

– Minivans: CLIQUE AQUI
Modelos incluídos: Fiat Doblò.


Entenda projeto aprovado pela Câmara que endurece a Lei Seca

Via Certa Natal

Projeto de lei aprovado pela Câmara dos Deputados cria novos mecanismos de punição para o motorista que dirigir após o consumo de álcool ou sob o efeito de substâncias que alteram a capacidade psicomotora, como drogas lícitas ou ilícitas. Veja abaixo os principais pontos do projeto, que, para virar lei, ainda precisa ser aprovado pelo Senado e ser sancionado pela presidente da República.

Bafômetro – O texto aprovado não torna obrigatório o uso do bafômetro para comprovar embriaguez ao volante. A diferença é que agora o condutor pode ser punido com multa, suspensão do direito de dirigir e ter de responder criminalmente mesmo que se recuse a soprar o bafômetro, uma vez que serão aceitos outros tipos de provas, como vídeos e testemunhas. Decisão tomada no fim de março pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou que outras provas, exceto bafômetro e exame de sangue, sejam aceitas em processos criminais.

Novas provas – O projeto prevê que sejam aceitas como prova para ações judiciais vídeos e depoimento testemunhal. O chamado “teste de alcoolemia” – bafômetro ou exame de sangue -, já previsto na lei em vigor, continua como prova. O uso de fotos chegou a ser incluído no texto do relator do projeto na Câmara, mas foi retirado após a solicitação de parlamentares. A justificativa apresentada foi a possibilidade de as imagens serem modificadas.

Videos: filmagens feitas por qualquer pessoa poderão ser usadas como prova para demonstrar que o motorista dirigiu sob efeito de álcool ou de substâncias psicoativas que causem dependência. Podem ser aceitos quaisquer vídeos que mostrem o condutor cambaleante ou subindo no meio-fio.

Testemunhas: também ficam autorizadas provas testemunhais. Serão aceitos, por exemplo, relatos de policiais que identificaram a embriaguez pelo cheiro de álcool no condutor.

– Exame e perícia: o novo texto autoriza a utilização de perícia e exames clínicos, que podem constatar dilatação da pupila ou incapacidade de o motorista andar em linha reta. A perícia, por exemplo, já é feita pela Polícia Civil atualmente no caso de acidentes.

Outros meios: o projeto de lei prevê, ainda, “outros meios de prova” que podem ser considerados pelo juiz que vai analisar o caso. Segundo o relator, garrafas de bebidas consumidas no carro se enquadram nesta categoria. “É uma quantidade infinita de possibilidades”, disse Edinho Araújo (PMDB-SP), deputado relator do texto na Câmara.

Contraprova – O texto também prevê a possibilidade de o motorista apresentar contraprova nos casos em que considerar injustas as provas apresentadas contra ele. Nesses casos, o próprio condutor poderá pedir para realizar o teste do bafômetro, para comprovar ter consumido menos que o limite de álcool permitido por lei, de 0,3 miligrama por litro de ar expirado pela boca. “Antes a fiscalização corria atrás do motorista. Agora, o motorista que vai ter que correr atrás do o bafômetro quando quiser mostrar que não consumiu bebida alcoólica”, declarou o relator na Câmara. O fato de ele ter consumido menos do que 0,3 miligrama por litro de ar não impede que seja concedida uma multa ao motorista.

Concentração de álcool no sangue – O texto aprovado mantém a regra de que o motorista flagrado com qualquer teor de álcool no sangue, caso constatada a embriaguez por agentes de trânsito e policiais, pode ser multado. O projeto também mantém o limite de concentração de álcool por litro de sangue igual ou superior a 0,6 decigrama para que um motorista seja punido criminalmente por dirigir embriagado.

Multa dobrada – O projeto prevê o aumento do valor da multa para quem for flagrado dirigindo sob influência do álcool de R$ 957,69 para R$ 1.915,38. Nos casos de reincidência dentro de um ano, o valor da multa sobe para R$ 3.830,76.

Pena criminal – Pelo texto aprovado, a pena para quem responde a processo criminal por envolvimento em acidente enquanto dirigia alcoolizado continua sendo de prisão pelo período entre seis meses e três anos. A pena pode ser agravada caso haja vítima.

Processos na Justiça – De acordo com o relator do projeto na Câmara, o texto cria instrumentos para julgar os casos concretos e ampliar a eficácia da Lei Seca. “O poder Judiciário estava engessado, dependendo da vontade do motorista de realizar exames”, disse o relator.

Outro projeto do Senado

Em novembro de 2011, o Senado aprovou projeto sobre o mesmo tema que aumentava o tempo de detenção para quem dirige embriagado e estipulava punição para qualquer teor de álcool no sangue. Ao chegar à Câmara, o texto foi incorporado a outros projetos sobre o mesmo tema, entre eles, o aprovado na Câmara nesta quarta. Esses projetos que tramitavam em conjunto acabaram “prejudicados” e serão arquivados. O texto que passou na Câmara não aumenta a pena para quem dirigir embriagado.

Tramitação

O projeto aprovado na Câmara segue para o Senado, onde será distruído a comissões. O presidente da Casa, após negociação com líderes partidários, definirá por quais comissões o projeto passará e se precisará ser aprovado pelo plenário. Se passar no Senado, vai à sanção da presidente Dilma Rousseff, que tem a prerrogativa de vetar ou sancionar total ou parcialmente o texto, transformando-o em lei.

Motorista embriagado que provocar morte será punido com maior rigor

Via Certa Natal

O anteprojeto do novo Código Penal deve enquadrar na modalidade de “culpa gravíssima” os homicídios de trânsito cometidos por motoristas em situações de embriaguez, disputa de racha ou excesso de velocidade. O motorista, nesses casos, poderá será punido com prisão de quatro a oito anos. Hoje, as mortes no trânsito costumam ser julgadas como homicídio culposo, com pena de um a três anos.

A medida foi uma das inovações aprovadas pela comissão de juristas encarregada de elaborar o anteprojeto, em reunião nesta sexta-feira (9). Nesta primeira rodada de votação de pontos do texto, os juristas trataram dos crimes contra a vida, inclusive o aborto, a honra e a dignidade sexual.

– Foi um debate sobre temas previamente discutidos na comissão, inclusive em audiências públicas, com eficácia espetacular nos resultados – comentou ao fim dos trabalhos o presidente da comissão, ministro Gilson Dipp, do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Procurador: “solução moderada e razoável”     

O procurador regional da República Luiz Carlos Gonçalves, que atua como relator da comissão, disse que a classificação como “culpa gravíssima” para o homicídio no trânsito nas três situações – embriaguez, alta velocidade e racha – foi uma solução “moderada e razoável” para a criminalidade no trânsito, problema que disse “afligir a sociedade brasileira”.

Conforme explicou, nos crimes culposos há o reconhecimento de que não houve a intenção de matar. No entanto, a pena máxima de três anos de prisão vem motivando crescente pressão social para o enquadramento de motoristas que dão causa a acidentes com morte na modalidade de crime doloso, com pena de 6 a 20 anos de prisão.

– A solução prevista dispensa a necessidade de levar o fato a júri popular, porque, não sendo considerado crime doloso contra a vida, o juiz singular poderá decidir – destacou ainda o relator.

Pressão de amigos influencia no modo de dirigir de jovens motoristas


Alessandra Bernardo

A maior causa de acidentes de trânsito envolvendo jovens motoristas é causada pela pressão de outras pessoas dentro do veículo, como amigos, companheiros ou parentes.

Esta foi a conclusão de um estudo realizado pelo Hospital de Crianças e Adolescentes da Philadelphia, nos Estados Unidos. De acordo com a pesquisa, 71% dos rapazes disseram ter sido distraídos por passageiros, enquanto que 47% das meninas admitiram o fato.

Foi comprovado também que os rapazes que levam passageiros em seus veículos são mais irresponsáveis na hora de dirigir, chegando a ser seis vezes mais propensos a fazer manobras ilegais e duas vezes a guiar de maneira agressiva. Esses comportamentos são observados ainda hoje, quando a divulgação dos apelos de conscientização no trânsito está mais forte em todo o mundo.

No Brasil, é registrada uma média de 45 mil mortes por ano, com 376,5 mil feridos, sendo que 60% destes ficam com lesões permanentes. Dos mortos em acidentes, 79% são homens, sendo que 41% estão na faixa etária de 14 a 34 anos, conforme dados do Portal de Trânsito Brasileiro (http://www.transitobr.com.br).

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