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Dançar trabalha músculos, melhora agilidade e equilíbrio e emagrece

G1 (com adaptações)

Dançar não é simplesmente mexer pernas e braços e se deixar levar pela música. É uma atividade física que trabalha os músculos, permite a socialização das pessoas e melhora habilidades como ritmo, agilidade e equilíbrio. Isso sem contar nos ganhos para a autoestima e a sensualidade.

Segundo a fisiologista Isabel Chateaubriand, a dança é valida como atividade física porque é coordenada, organizada e fortalece os músculos. Também interfere nas áreas de comportamento, improviso e expressão individual e social. Ela destaca que tudo na vida inclui dança, até no nível das células. E o melhor, ainda ajuda a entrar em forma.

No aspecto da saúde, o exercício trabalha a sustentação do corpo, a contração muscular, o controle motor, a respiração, a resistência cardiopulmonar e o lado emocional, o que ajuda a fortalecer o organismo. Veja abaixo os benefícios que a dança proporciona para seu corpo:

Fazer aulas de três a cinco vezes por semana, durante uma hora, melhora o condicionamento físico da mesma forma que fazer academia. O único empecilho é quando alguém tem problemas nas articulações – aí é recomendada orientação médica. Veja abaixo quantas calorias você pode perder com cada tipo de música. Depois, é só escolher a que mais lhe agrada e cair na pista…

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Chorar faz bem à saúde e alivia a alma

Alessandra Bernardo

De alegria, tristeza, saudade, emoção, raiva, frustração. Não importa o tipo, chorar faz muito bem à saúde. Lava a alma, limpa os olhos e alivia o coração, diminuindo os riscos de se desenvolver uma doença cardiovascular, como o infarto ou algum tipo de câncer. Chorar faz muito bem à saúde porque faz com que a pessoa extravase as emoções boas ou ruins do dia-a-dia, ocasionados por grande alegria, sofrimentos, perdas ou raivas e que podem causar intensos prejuízos ao organismo humano.

É também uma das formas de se evitar grandes e irreversíveis conseqüências para a vida, incluindo a morte. É a melhor válvula de escape para qualquer emoção intensa e que nos sobrecarrega, tanto é que, quando começamos a chorar, as emoções são libertadas como se estivessem fechadas numa panela de pressão. Isso acontece porque o nosso organismo libera adrenalina, um hormônio que segregamos em situações de estresse, e noradrenalina, que atua como neurotransmissor e tem um efeito contrário ao da adrenalina. Ao eliminá-los, temos a sensação de desafogo e de tranqüilidade, que muitas vezes acarreta sonolência.

Apesar de chorar ser um momento de alívio e extravasamento de emoções do cotidiano, é preciso analisar com cuidado os seus motivos, para não passar a vida inteira chorando, principalmente se este for causado por tristezas, frustrações ou irritações. Segundo a psicóloga Denise Pereira, nestes casos, é necessário estabelecer limites entre o choro saudável, que proporciona leveza a alma e ao coração, e o choro repetitivo e sem fim, que não favorece em nada o organismo humano.

“É um momento de desabafo sim, mas que não deve ser prolongado demais, porque pode ocorrer justamente o contrário do que ele se propõe, que é trazer alívio e tranqüilidade. Aí, o que pode acontecer é a pessoa ficar deprimida, sem estímulo e forças para lutar contra a situação que a reprime tanto. É preciso delimitar os motivos do choro e traçar uma estratégia de ações e atitudes que possam fazer com que a pessoa retome sua rotina, vencendo as etapas difíceis da vida”, explicou Denise Pereira.

 

Entenda projeto aprovado pela Câmara que endurece a Lei Seca

Via Certa Natal

Projeto de lei aprovado pela Câmara dos Deputados cria novos mecanismos de punição para o motorista que dirigir após o consumo de álcool ou sob o efeito de substâncias que alteram a capacidade psicomotora, como drogas lícitas ou ilícitas. Veja abaixo os principais pontos do projeto, que, para virar lei, ainda precisa ser aprovado pelo Senado e ser sancionado pela presidente da República.

Bafômetro – O texto aprovado não torna obrigatório o uso do bafômetro para comprovar embriaguez ao volante. A diferença é que agora o condutor pode ser punido com multa, suspensão do direito de dirigir e ter de responder criminalmente mesmo que se recuse a soprar o bafômetro, uma vez que serão aceitos outros tipos de provas, como vídeos e testemunhas. Decisão tomada no fim de março pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou que outras provas, exceto bafômetro e exame de sangue, sejam aceitas em processos criminais.

Novas provas – O projeto prevê que sejam aceitas como prova para ações judiciais vídeos e depoimento testemunhal. O chamado “teste de alcoolemia” – bafômetro ou exame de sangue -, já previsto na lei em vigor, continua como prova. O uso de fotos chegou a ser incluído no texto do relator do projeto na Câmara, mas foi retirado após a solicitação de parlamentares. A justificativa apresentada foi a possibilidade de as imagens serem modificadas.

Videos: filmagens feitas por qualquer pessoa poderão ser usadas como prova para demonstrar que o motorista dirigiu sob efeito de álcool ou de substâncias psicoativas que causem dependência. Podem ser aceitos quaisquer vídeos que mostrem o condutor cambaleante ou subindo no meio-fio.

Testemunhas: também ficam autorizadas provas testemunhais. Serão aceitos, por exemplo, relatos de policiais que identificaram a embriaguez pelo cheiro de álcool no condutor.

– Exame e perícia: o novo texto autoriza a utilização de perícia e exames clínicos, que podem constatar dilatação da pupila ou incapacidade de o motorista andar em linha reta. A perícia, por exemplo, já é feita pela Polícia Civil atualmente no caso de acidentes.

Outros meios: o projeto de lei prevê, ainda, “outros meios de prova” que podem ser considerados pelo juiz que vai analisar o caso. Segundo o relator, garrafas de bebidas consumidas no carro se enquadram nesta categoria. “É uma quantidade infinita de possibilidades”, disse Edinho Araújo (PMDB-SP), deputado relator do texto na Câmara.

Contraprova – O texto também prevê a possibilidade de o motorista apresentar contraprova nos casos em que considerar injustas as provas apresentadas contra ele. Nesses casos, o próprio condutor poderá pedir para realizar o teste do bafômetro, para comprovar ter consumido menos que o limite de álcool permitido por lei, de 0,3 miligrama por litro de ar expirado pela boca. “Antes a fiscalização corria atrás do motorista. Agora, o motorista que vai ter que correr atrás do o bafômetro quando quiser mostrar que não consumiu bebida alcoólica”, declarou o relator na Câmara. O fato de ele ter consumido menos do que 0,3 miligrama por litro de ar não impede que seja concedida uma multa ao motorista.

Concentração de álcool no sangue – O texto aprovado mantém a regra de que o motorista flagrado com qualquer teor de álcool no sangue, caso constatada a embriaguez por agentes de trânsito e policiais, pode ser multado. O projeto também mantém o limite de concentração de álcool por litro de sangue igual ou superior a 0,6 decigrama para que um motorista seja punido criminalmente por dirigir embriagado.

Multa dobrada – O projeto prevê o aumento do valor da multa para quem for flagrado dirigindo sob influência do álcool de R$ 957,69 para R$ 1.915,38. Nos casos de reincidência dentro de um ano, o valor da multa sobe para R$ 3.830,76.

Pena criminal – Pelo texto aprovado, a pena para quem responde a processo criminal por envolvimento em acidente enquanto dirigia alcoolizado continua sendo de prisão pelo período entre seis meses e três anos. A pena pode ser agravada caso haja vítima.

Processos na Justiça – De acordo com o relator do projeto na Câmara, o texto cria instrumentos para julgar os casos concretos e ampliar a eficácia da Lei Seca. “O poder Judiciário estava engessado, dependendo da vontade do motorista de realizar exames”, disse o relator.

Outro projeto do Senado

Em novembro de 2011, o Senado aprovou projeto sobre o mesmo tema que aumentava o tempo de detenção para quem dirige embriagado e estipulava punição para qualquer teor de álcool no sangue. Ao chegar à Câmara, o texto foi incorporado a outros projetos sobre o mesmo tema, entre eles, o aprovado na Câmara nesta quarta. Esses projetos que tramitavam em conjunto acabaram “prejudicados” e serão arquivados. O texto que passou na Câmara não aumenta a pena para quem dirigir embriagado.

Tramitação

O projeto aprovado na Câmara segue para o Senado, onde será distruído a comissões. O presidente da Casa, após negociação com líderes partidários, definirá por quais comissões o projeto passará e se precisará ser aprovado pelo plenário. Se passar no Senado, vai à sanção da presidente Dilma Rousseff, que tem a prerrogativa de vetar ou sancionar total ou parcialmente o texto, transformando-o em lei.

Aborto de anencéfalo: Direito de escolha deve ser da mulher, não da sociedade

Alessandra Bernardo

Nesta quarta-feira (11), o Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou a sessão que irá decidir se a interrupção de gestação em casos de anencefalia é crime ou não no Brasil. O tema, que na prática, possui correntes contrárias bastante ativas, é polêmico e envolve não apenas a visão religiosa sobre a vida do feto, mas também a vida e os sentimentos da mulher envolvida. As correntes religiosas defendem a manutenção da gestação até o fim natural, que é a morte ainda no útero ou logo após o nascimento do bebê anencéfalo. Mas, outros setores defendem a interrupção dessa gestação para proteção da vida da gestante e eliminação de um sofrimento futuro com a morte do feto.

O primeiro pensamento que me vem à cabeça é: até que ponto temos o direito de decidir sobre a vida de uma pessoa que não tem a mínima chance de defesa? Difícil responder. Ainda mais quando há a controvérsia de que o anencéfalo vive, mesmo que brevemente. Nessas horas, a questão religiosa é forte. Mas, para os juristas que autorizaram a interrupção de gestações semelhantes, esses bebês nunca chegam a ter uma vida cerebral, daí, não ser um aborto, mas sim uma antecipação do parto.

Pois bem, tema polêmico, posições individuais ou grupais também polêmicas. Deixando de lado as explicações científicas, que temos aos montes hoje em todos os canais de comunicação, digo que sou contra o aborto. Sempre fui e sempre serei, mas defendo sim a interrupção de uma gravidez em casos de patologia irreversível do feto ou resultante de estupro.

Pareço contraditória ou mesmo idiota? Pode até ser, dependendo do seu ponto de vista. Mas, para mim, é muito clara a separação entre um aborto feito em caso de gravidez indesejada por falta de cuidado, de prevenção e um feito por não-expectativa de vida do bebê ou de uma violência sem tamanho contra o direito de integridade física e emocional de uma mulher.

Se uma mulher engravida por não usar preservativo, pílula ou usar outro método anticoncepcional, problema dela. Não aceito interrupção de gravidez nesses casos. Ela e o parceiro deveriam ter se prevenido, porque sabiam o risco que corriam e se não o fizeram, azar o deles. Mas, se ela foi vítima de estupro, deve ter todo o direito de decidir sim. Por que gerar uma criança que pode vir a ser castigada, rejeitada, abandonada por ser filho de um bandido? A criança não tem culpa, mas, evidentemente, será sempre vista como a violência, não vamos ser hipócritas.

Já no caso de patologia irreversível, como no caso da anencefalia, porque obrigar a mulher a levar uma gravidez sem futuro adiante? Por que torturá-la física e emocional? Por que correr os riscos inerentes em uma gestação que não terá uma continuação tradicional, com a mulher saindo da maternidade com seu filho nos braços, feliz? Por que, em nome de um uma intransigência religiosa, acusar de assassina uma mulher decidiu não levar adiante uma gravidez dessa ou endeusar uma que, por suas convicções, decidiu manter a gestação até o seu fim natural? Por quê? Por quê?

Independente da posição individual sobre o tema, é preciso respeitar as pessoas envolvidas e não julgar a decisão tomada. Somente quem está numa situação dessas deve decidir o que é melhor ou não para cada caso, não uma sociedade hipócrita e intransigente com as diferenças, como a que vivemos.

Número de usuários de crack ultrapassa um milhão no país

Alessandra Bernardo

Aproximadamente 1,2 milhão de pessoas usa crack no Brasil e a maioria começa a fumar a droga aos 13 anos de idade, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Uma pesquisa desenvolvida pela pediatra e pesquisadora do Rio Grande do Sul, Gabrielle Cunha, revela que os bebês de mulheres que usaram crack durante a gravidez apresentam, logo nas primeiras 48 horas de vida, “alterações neurológicas e comportamentais provocados pela exposição prolongada à droga”. No entanto, ela ressalta que essas crianças não são viciadas e os danos podem ser minimizados.

“No início, se pensava que esses bebês teriam má-formações e problemas graves, mas, na verdade, as alterações são no neuro-comportamento. Eles são mais irritáveis e geralmente têm dificuldade de alimentação. Mas conforme o estímulo e o tratamento que ele recebe, é possível reverter essa situação que é temporária”, ressaltou.

O estudo, realizado em 1999, apontou que 4,6% das gestantes usavam a substancia. No entanto, ela alerta que hoje, esse número possa ser, no mínimo, o dobro do registrado há dez anos atrás. “Nós não temos estatísticas nacionais sobre isso. Mas imaginamos que atualmente seja no mínimo o dobro desse percentual de 1999, tendo em vista o número de pacientes que chegam até nós”, apontou. Atualmente, cerca de 150 bebês nessa situação são atendidos pelo programa do Hospital Materno Infantil Presidente Vargas, de Porto Alegre.

Organismo devastado em pouco tempo

O crack é obtido a partir da mistura da pasta-base de coca ou cocaína refinada, com bicarbonato de sódio e água. Mas, também pode conter outros tipos de substâncias tóxicas, como cal, cimento, querosene, ácido sulfúrico, acetona, amônia e soda cáustica. Das vias aéreas até o cérebro, a fumaça tóxica do crack causa um impacto devastador no organismo. As principais consequências físicas do consumo da droga incluem doenças pulmonares e cardíacas, sintomas digestivos e alterações na produção e captação de neurotransmissores.

 

O que é ser mulher?

Ana Clea Bezerra

 

Um dia, me perguntaram como é ser mulher nos dias de hoje e eu respondi que ser mulher é aprender.

Percebi que a minha resposta não tinha sido tão clara e satisfatória.

Tentei me explicar e disse, orgulhosamente, que ao longo de muitos anos a mulher aprendeu a não mais andar de joelho curvado e de cabeça baixa.

Aprendeu a levantar sozinha e a enxugar as próprias lágrimas.

Ela percebeu que podia ser muito mais do que as pessoas lhe diziam.

Aprendeu a tirar a roupa e a se mostrar sem medo e percebeu que também sentia desejos e que gostava de senti-los.

E, andando com as próprias pernas, ela entendeu que havia espaço suficiente para ela em qualquer lugar e decidiu ocupá-los.

Ela não se intimidou com o longo caminho que iria percorrer para fazer com que os outros entendessem que ela tinha direito aos direitos que lhe cabiam.

E ela, na sua magnífica força e coragem, aprendeu a ser livre, a gritar quando tem vontade, a chorar quando precisar chorar e a sorrir mesmo quando a situação não permitir sorrir.

Mas, acima de tudo, aprendeu a ser forte.

De calça comprida, salto alto, com rosto pintado e cabelos escovados.

Ela aprendeu a ser muito mais do que uma mulher vaidosa.

Aprendeu a ser idealista, determinada e precisa.

Aprendeu a falar alto quando necessário.

Mas não foi só isso. Ela aprendeu muito mais…

Aprendeu com a vida, com a situação, com a dor (a não ser apenas uma reprodutora e esposa).

Aprendeu que ela é uma parte importante na história, alguém que poderia ultrapassar, com ousadia e coragem, os limites da hierarquia.

Ela ensinou aos outros a terem respeito pela sua luta e alguns assim entenderam, outros não.

Ela aprendeu a tomar conta de si mesma, a tomar decisões e a não ter medo de dizer: “Eu posso”.

Aprendeu que não se deve ter vergonha do sexo, nem de dizer que gosta de sexo.

Aprendeu a tomar iniciativa e a dizer “não” quando necessário.

E percebeu que pode se prevenir e decidir a hora certa de ser mãe sem ser pressionada.

E, perante os olhos intimadores dos homens e de tamanha curiosidade, ela levantou a cabeça e mostrou que não era uma boneca de porcelana, mas que podia ser quebrada várias vezes e que sempre conseguia se juntar sem perder nenhum dos pedaços.

Isso é ser mulher!

 

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